sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Alunos indisciplinados, mas sem apoio da família



Içami Tiba Içami Tiba
 

Vou usar um exemplo muito elucidativo de um bebê que se recuse a dormir no berço e acaba atrapalhando muito a sua vida, a dos seus pais e dos outros que estiverem ao redor. Um bebê com dias de nascido mamou? Arrotou? Tem que dormir. Se a mãe, ou substituta, deixa-o no colo até adormecer, ele aprende que lugar de dormir é no colo. Quando a mãe põe o bebê na caminha, berço, onde for, ele chora. Então a mãe pega de volta no colo até dormir. O que o bebê aprendeu? Que lugar de dormir é no colo e berço não é lugar para ficar. Para o bebê é mais gostoso ficar no colo do que no berço. Ele quer o mais gostoso, pois assim aprendeu, e não o mais adequado que é dormir. Quando o bebê dorme no berço seu sono é mais tranquilo, sem movimentações nem sacolejos, portanto mais fisiológico, que é o que ele precisa. Acorda melhor, pois ele desperta antes. No colo ele é acordado sem se despertar, portanto o sono é interrompido.
O bebê e a mãe terão que ser re-educados para que todos possam viver melhor. O bebê não é indisciplinado. Ele aprendeu a dormir no colo. Os pais é que são indisciplinados de ensinarem a dormir no colo e depois quererem que ele durma sozinho. Se ele fosse para a escola ainda bebê, teria que ter um colo para dormir, pois não saberia dormir sozinho. Uma criança depender dos outros para dormir, quando o sono fisiológico é espontâneo, vem sozinho, basta ficar quietinho? Ele passa o dia todo irritado, querendo dormir e não conseguindo. Na escola não há vovós, babás, ou outros “coleiros” para a hora que o beber estiver com sono.
Pais que não exigem respeito dos seus filhos, ensinam a eles que autoridades não precisam ser respeitadas e muito menos os professores que lhes são chatos diretos. Chatos porque não os deixam fazer o que quiserem e na hora que tiverem vontade.
Pais que não ensinam aos filhos os sentimentos de gratidão, de pedir permissão, de pedir favor não aprendem a necessária cordialidade que magicamente movimentam as pessoas: “com licença”; “por favor” e “obrigado”.
Pais que não cobram dos filhos as suas obrigações caseiras não vêem motivo para ter que estudar mesmo que seja por obrigação.
Com estas 3 atitudes, os pais financiam a ignorância e não o aprendizado, além de se tornarem indisciplinados e arrogantes. Por que iriam eles respeitar os professores? Estes são os primeiros a terem que ensinar o que os pais não ensinaram, inclusive como se comportar na escola. A escola não pode nem deve se submeter às indisciplinas dos seus alunos, pois ela é a segunda oportunidade para educar estes alunos.
É quase natural que os alunos se rebelem contra a escola, como rebelariam contra qualquer outra regra ou norma que tivessem que cumprir seja onde for: no trabalho, no clube, no casamento, na grande família, com os próprios filhos etc.
O que a escola poderia fazer é formar uma parceria com os pais, através de uma convocação para que estes fossem orientados a cobrarem resultados dos seus filhos em vez de ficarem mimando e querendo adaptar as escolas às inadequações dos seus filhos.    
Assim como os pais ensinam o recém-nascido que o berço não é lugar para se ficar e dormir tem que ser no colo deles, são os pais que ensinam que escola não é lugar para os filhos aprenderem e que os professores não merecem ser respeitados nem obedecidos. Dificilmente um aluno vai se tornar disciplinado somente pelo esforço dos professores e, pior ainda, se os pais reforçam a indisciplina em casa.

 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Chuva: presente de Deus

Hoje assisti um vídeo muito lindo, uma criança vendo pela primeira vez a chuva.
Que tal levar os pequenos para verem a chuva e falar um pouco sobre o presente que Deus nos dar. 

Lei federal exige 60% de presença das crianças na pré-escola

A partir deste ano letivo, crianças de 4 e 5 anos não podem faltar mais do que o mínimo estabelecido. Não há risco de reprovação

Por Luiza Tenente - atualizada em 04/02/2014 09h57
criancas_volta_as_aulas (Foto: ThinkStock)
A partir deste ano, as escolas de todo o país passam a ter de seguir a lei 12.796, que estabelece a frequência mínima de 60% nas aulas da pré-escola. Promulgada pela presidente Dilma Rousseff (PT) em abril de 2013, ela estabelece que crianças de 4 e 5 anos devam cumprir, no mínimo, 320 das 800 horas anuais, ou 80 dos 200 dias letivos.

O controle de faltas deve ser feito pela própria instituição de ensino, pública ou particular. De acordo com o Ministério da Educação, a criança não será reprovada em caso de desrespeito à lei. Caso a escola perceba o padrão elevado de faltas de um aluno, deve encaminhar a observação à supervisão municipal de ensino – que, em situações graves, comunicará o Ministério Público ou o Conselho Tutelar.

Camila D'Amico, coordenadora pedagógica do Colégio Graphein (SP), afirma que sempre se preocupou com o registro da presença de alunos, independentemente da faixa etária. "A pré-escola é a base do ensino. Não deve ser vista como mera brincadeira", diz. Nessa escola, há o acompanhamento contínuo da frequência das crianças. Nesta segunda (3), por exemplo, 12 estudantes não compareceram às aulas - a coordenação já ligou para os pais e perguntou qual o motivo da ausência. "As faltas podem comprometer o acompanhamento pedagógico. Precisamos ficar atentos", completa.

O objetivo da lei é justamente reforçar a importância da pré-escola para a formação do aluno. Até 2016, todas as crianças, a partir de 4 anos, deverão estar matriculadas na rede regular de ensino.

A medida pode alterar os planos das famílias que costumam viajar durante o ano letivo, por exemplo. A jornalista Daniele Zebini, mãe de João Pedro, 10 meses, concorda com a lei. “A assiduidade é fundamental. Além disso, criança precisa ter rotina e encarar a escola como parte da vida. Faltar deve ser algo justificado por causa de doença ou de outro motivo mais grave. Na minha visão, não tem cabimento a criança faltar para passear no shopping ou no parque”, afirma. A pedagoga Carol Campos, de Brasília, divide a mesma opinião. “Pré-escola não é brincadeira. Crianças precisam dessa rotina. Os pais devem ensinar desde cedo o que é responsabilidade”, diz.

Por outro lado, a lei é criticada por estabelecer uma porcentagem baixa de frequência mínima. No Ensino Fundamental e Médio, os alunos devem comparecer a 75% das aulas de cada disciplina. “Exigir 60% de presença é como dizer que, se a criança for à escola em pouco mais da metade do ano, estará tudo bem”, afirma Francisca Paris, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva. Para ela, a consequência positiva da lei é obrigar que todas as escolas controlem a presença dos alunos desde cedo. “Pode ser que essa porcentagem seja uma medida transitória", acredita. E você? O que acha dessa lei? Deixe o seu comentário!
Fonte: http://revistacrescer.globo.com

sábado, 11 de janeiro de 2014

A PEDAGOGIA DOS CARACÓIS

Os caracóis são moluscos lerdos. Andam muito, muito devagar. Ninguém tomaria os caracóis como exemplo. Embora suas conchas sejam belas e construídas com precisão matemática, o que chama a atenção de quem os observa é sua pachorra. Caracóis não têm pressa. Falta-lhes dinamismo, virtude essencial àqueles que vivem no mundo moderno. Quem anda devagar fica para trás.
Quem imaginaria que um educador, ao observar um caracol, tivesse uma inspiração pedagógica? Pois foi o que encontrei numa revista italiana que se dedica a pensar os rumos da escola, CEM Mondialità. A fotografia que ilustra o referido artigo é ade um menino, rosto apoiado na carteira, a observar tranquilamente um caracol que se arrasta sobre a tampa da mesa. E o título do artigo é "A pedagogia do caracol". Caracol tem pedagogia a ensinar? O autor conta o sucedido com uma menininha que, ao voltar para casa, se queixou à mãe: "Mamãe, os professores dizem: 'É preciso andar rápido, nada de vagareza, para frente, para frente!' Mamãe, onde é a frente?" E aí ele passa a falar sobre a virtude pedagógica da vagareza. Pode ser que "chegar na frente" não seja tão importante assim! Quem sabe o "estar indo" é mais educativo que o chegar? No "estar indo" aprende-se um jeito de ser.
Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados. Não haviam aprendido que há vistas maravilhosas no caminho que sobe. Riobaldo, do Grande sertão: veredas, concordaria e acrescentaria: "O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". O adágio da Sonata ao luar, de Beethoven, tocado em presto seria um horror. As notas seriam as mesmas. Mas a beleza não se encontra no presto - ela está é na vagareza do adágio.
O autor do artigo aconselha os professores a estar com seus alunos no ritmo do adágio. Sem pressa. A lentidão é uma virtude a ser aprendida num mundo em que a vida é obrigada a correr ao ritmo das máquinas. Gastar tempo conversando com os alunos. Saber sobre sua vida, seus sonhos. Que importa que o programa fique atrasado? A vida é vagarosa. Os processos vitais são vagarosos. Quando a vida se apressa, é porque algo não vai bem. Adrenalina no sangue, o coração disparado em fibrilação, diarreia.

Observar as nuvens. Conversar sobre suas formas. A observação das nuvens faz os pensamentos ficarem tranquilos. As notícias dos jornais são escritas depressa. Por isso têm curta duração. Mas a poesia se escreve devagar. Por isso ela não envelhece. É sempre nova. Inventaram esse monstruosidade chamada leitura dinâmica. O que a leitura dinâmica pressupõe é que um texto é feito com poucas ideias centrais, tudo o mais sendo encheção de linguiça. A técnica da leitura dinâmica é ir direto à ideias centrais, desprezando o resto como lixo.
Já imaginaram sexo dinâmico, sexo que dispensa os "entretantos" e vai direto ao "finalmente"? Essa é uma maneira canina de fazer amor. Mas não é a isso que os jovens são obrigados quando, ao se preparar para o vestibular, se põem a ler "resumos" de obras literárias? O resumo de uma obra literária é o resultado escrito da leitura dinâmica. É preciso ler tendo a lesma como modelo. Devagar. Por causa do prazer. O prazer anda devagar. Você leu este texto dinamicamente ou lesmicamente?
                                                                                      Rubem Alves

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Anjinhos de pratos descartáveis

Guirlanda de Natal

Renas do papai Noel

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O nascimento de Jesus Cristo








sexta-feira, 25 de outubro de 2013